Paixão por colheitas tardias

A “quarentena” está a ter efeitos nefastos na minha adega. Isto porque tenho aproveitado para dar “cabo” da minha colecção de colheitas tardias. Sou uma apreciadora de vinho. Mas, confesso, tenho uma especial apreciação pelas colheitas tardias. Sempre que descubro uma aproveito e compro, de preferência duas garrafas (a não ser que o preço seja proibitivo para a minha carteira).

E, nos últimos anos, houve uma grande evolução no sector do vinho e nomeadamente na produção de colheitas tardias. Se, quando apareceram, eram exageradamente doces hoje conjugam o adocicado que lhes é característico com um travo amargo ou ácido no final de boca. Lembro-me de uma colheita tardia – do Casal de Santa Maria – que tinha umas notas de alperce.

A versatilidade é uma das vantagens das colheitas tardias. Servidas frescas tanto podem ser servidas como aperitivo, acompanhadas de umas entradas ou petiscos, como ao fim da refeição, a acompanhar uma sobremesa. E há para todos os gostos e carteiras. A colheita tardia mais barata que encontrei ronda os 10 / 11 euros. um preço muito acessível para esta “preciosidade”. Uma boa opção para ter na porta do frigorífico e pronta a abrir a qualquer momento.

Dito isto – e com base neste texto – os meus amigos já sabem o que me oferecer no meu dia de anos. 😉

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Alexandra Costa

Jornalista desde 1996 sou portuguesa de nacionalidade, alfacinha de nascimento, alentejana de coração e uma viajante do mundo. Adoro viajar, conhecer novas culturas, experimentar gastronomias. Sou viciada em livros e nunca digo que não a uma boa conversa. Basicamente sou apreciadora dos prazeres da vida.

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