A minha viagem de sonho ao Egipto

Este ano tive a felicidade de ir, pela primeira vez, e ao fim de tantos anos de anseio, ao Egipto. Fui a trabalho, é certo. Mas deu para tomar um gostinho. E saber, com toda a certeza, que tenho de voltar. Com mais tempo e a visitar mais locais.

Tudo isto porque desde pequena que o Egipto me fascina. Sabem aquelas coisas que as crianças dizem que querem ser quando forem adultas? Tipo, costureira, cabeleireira, cientista, futebolista… ? Eu queria ser egiptóloga. Até perceber que em Portugal não teria qualquer tipo de futuro que não o ensino  – nada contra os professores – e que também não teria muitas possibilidades de ir para o Egipto e fazer uma carreira nessa matéria. Mas o Egipto nunca saiu da minha mente e fiquei sempre com o bichinho. A certeza de que, mais dia menos dia, iria visitar aquele país.

Quando estive em Junho no Egipto o objectivo era o de conhecer Hurgharda e a sua oferta hoteleira – fui numa famtrip, ou, para quem não conhece o termo, uma viagem de agentes de viagens (em que foram também três jornalistas, nos quais eu incluída). Por isso o conhecer a oferta turística disponibilizada pela Solférias (operador turístico que patrocinou a viagem) era mais do que um objectivo. Era uma obrigação. A parte boa é que da próxima vez que for a Hurgharda já sei, com certeza, em que hotel (ou hotéis) ficar.

Mas indo directamente ao tema deste artigo. A minha viagem de sonho. A minha viagem de sonho ao Egipto terá pelo menos 15 dias. De Lisboa para o Cairo onde ficarei uns três dias. Só para visitar o novo museu do Cairo – Grand Egyptian Museum (GEM) – é necessário pelo menos um dia. Só há um senão. A inauguração do museu está prevista, algures, para o próximo ano. Ou seja, a minha viagem terá, obrigatoriamente, de ser depois dessa data, seja ela qual for.

Mas os atractivos do Cairo não se ficam pelo novo museu. A visita à única maravilha da antiguidade ainda existente – as grandes pirâmides de Gizé – é algo imperdível (a par, claro, da Esfinge). Principalmente para quem segue a cultura como eu sigo. Isto sem esquecer todas as outras atracções: as várias mesquitas, o bairro antigo, o mercado (ou souk), o bairro islâmico, e, claro, o célebre cruzeiro no Nilo.

O passo seguir é seguir para Sul, para a antiga Tebas ou actual Luxor – entre dois a três dias. A cidade do Vale dos Reis e do Vale das Rainhas e o Templo de Deir al-Bahri ou de Hatshepsut, o local do eterno repouso dos antigos faraós. Sem esquecer o Templo de Karnak que merece mais do que alguns minutos – aliás, toda a história que envolve o espaço faz com que facilmente percamos algumas horas a apreciar não só o templo em si mas também a tentar perceber quem foram os mandatários das obras – convém lembrar que o Templo de Karnak foi sendo ampliado pelos vários faraós. Estas são as principais atracções, mas, para quem tem tempo (ou possibilidade) há muito mais para ver. O Museu de Luxor, por exemplo, o Templo de Seti I e o Medinet Habu, um complexo, construído na XVIII dinastia e que contempla um templo e um palácio real.

Depois de uma “overdose” de cultura e história o descanso. Ou, por outras palavras, uma semaninha em Hurgharda. No verdadeiro dolce fare niente. Ou quase. Porque há coisas para fazer nesta cidade egípcia. Não ao mesmo nível das duas cidades mencionadas anteriormente, claro, mas há coisas para fazer. Visitar a cidade e a mesquita. Claro. Mas principalmente aproveitar para conhecer as praias e os corais.

Hurgharda é uma cidade construída a pensar no turismo. Que está a crescer todos os dias. A hotelaria existente (pelo menos os hotéis que visitei em Junho) são de boa qualidade. É claro que uns são melhores do que outros. Mas aí entra a diferenciação preço. E quase todos eles têm praia privativa e piscinas. Por isso a escolha sobre que hotel selecionar passa essencialmente pelo orçamento disponível e pela proximidade à cidade – quero ficar a 15 minutos ou a 40?

Seja como for há um item que tem, obrigatoriamente, de ir na mala desde Portugal: a máscara para fazer snorkeling. Não levem a mal, mas… prefiro mil vezes comprar uma e levá-la comigo do que usar uma que andou não sei bem por onde.

Esta é a minha viagem de sonho ao Egipto. E vou fazê-la. Não sei em que ano (adoraria que fosse já em 2020) mas sei que a vou fazer.

 

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Alexandra Costa

Jornalista desde 1996 sou portuguesa de nacionalidade, alfacinha de nascimento, alentejana de coração e uma viajante do mundo. Adoro viajar, conhecer novas culturas, experimentar gastronomias. Sou viciada em livros e nunca digo que não a uma boa conversa. Basicamente sou apreciadora dos prazeres da vida.

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