Depois do sucesso do ano passado, a ARCOlisboa 2017 volta para uma segunda edição, entre os dias 18 e 21 de Maio, na Cordoaria Nacional, com a participação de 58 galerias, de 13 países, das quais 50 integram o Programa Geral e oito, a grande novidade deste ano, o programa Opening, dedicado a jovens galerias com menos de sete anos de existência, seleccionadas por João Laia, escritor e curador português.
O objectivo deste programa é mostrar alguns dos nomes mais promissores da cena das jovens galerias portuguesas.
A Feita Internacional de Arte Contemporânea de Madrid (ARCO Madrid) realizou-se no ano passado, pela primeira vez, fora de Espanha, em Lisboa, com a presença de 45 galerias de oito países, 18 delas portuguesas. E segundo Carloz Urroz, director da ARCO, a feira vai “continuar a organizar-se anualmente”. Isto porque, explica, “as galerias portuguesas queriam uma feira e pediram ao IFEMA [Instituição de Feiras de Madrid] se podia organizar conjuntamente” esse certame.
O sucesso da primeira edição lisboeta, segundo o responsável, foi determinante para continuar em Portugal, na mesma altura do ano, no mesmo espaço, e no mesmo formato, uma “feira boutique, adequada ao mercado português e ibérico”.
“Será sempre uma ‘feira boutique’. Queremos crescer em qualidade e não em metros quadrados”, frisou Carlos Urroz.
A ARCOlisboa 2017 pauta-se pela qualidade dos seus participantes, tornando-se o grande evento artístico e social da capital portuguesa.
Sob o conceito de Artista Destacado, os visitantes centrarão as atenções em torno das obras que abarcam as vanguardas históricas, os clássicos contemporâneos e a arte actual.
Associado ao evento, está prevista uma programação artística e cultural na cidade, com vista a atrair o interesse de colecionadores internacionais, de reputados profissionais e do público em geral.
Tal como na edição anterior, a ARCOlisboa teve um orçamento total de um milhão de euros, sendo que a organização conta ultrapassar o número de visitantes do ano passado, que atingiu os 12.800.
Paralelamente ao programa galerístico, a ARCOlisboa acolherá também a presença de editoras e livrarias portuguesas independentes no espaço As tables are shelves, sob a seleção de Luiza Teixeira de Freitas e Ana Baliza. Este espaço pretende descobrir novos conteúdos editoriais e será complementado com a presença de outras revistas e publicações nacionais e internacionais relacionadas com a Arte Contemporânea.
A feira conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Fundação EDP, Ministério da Cultura, EGEAC, Turismo de Portugal e Turismo de Lisboa, entre outras instituições, centros de arte e galerias com diferentes exposições e eventos.
São muitos os eventos culturais associados. Como por exemplo, um programa de debate e reflexão em torno da actualidade criativa. O Fórum, que congregará destacados profissionais de mais de 20 países, pretende realizar várias conferências e conversas.São as chamadas Master Talks, sessões abertas ao público, com três Master Class pela mão de Manuel Borja-Villel, James Lingwood e Hans Ulrich Obrist, que terão lugar no auditório da Casa da América Latina, espaço situado a escassos metros da Cordoaria Nacional.
Ainda de referir, que se realizar-se-á, pela primeira vez em Portugal, o Encontro de Museus da Europa e do Espaço Ibero-americano, tendo como mote a nomeação de Lisboa como Capital Ibero-americana da Cultura 2017, conduzido por Juan Gaitán e Pedro Gadanho, que trará mais de 20 directores e curadores de prestigiadas instituições dos dois lados do Atlântico.
A ARCOlisboa 2017 estará aberta ao público de 18 a 21 de maio, das 12h às 20h (até às 18h no último dia).
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