Zazah abre dois novos espaços

A data está marcada: fim de Julho. O dia em que o Zazah, restaurante localizado junto ao Príncipe Real, Lisboa e que abriu em Dezembro do ano passado, dá um salto (gigante) e abre dois novos espaços, com capacidade (máxima) para umas 1.000 pessoas. Trata-se do último andar do edifício LACS, junto ao Cais Rocha Conde de Óbidos. Um espaço com vista directa para o rio Tejo e o Porto de Lisboa. e foi precisamente a envolvente que deram o mote para o conceito e respectiva decoração. A vista e os contentores levaram ao lema “Coisas boas merecem ser vistas de cima” e é como que um seguimento lógico do seguido pelo Zazah (original): Coisas boas são para serem partilhadas.

O resultado final? Um espaço dividido em dois, de forma a apresentar dois conceitos distintos. Um restaurante, OKAH, onde será disponibilizada gastronomia asiática (num todo e não centrada apenas num determinado país ou região) e o Zazah Rooftop, direcionado para fins de tarde, cocktails de assinatura e snacks. Aqui a ementa não será diferente da do Zazah (que incentiva à partilha). Do lado das bebidas há toda uma carta assinada pela Liquid Consulting e ainda uma bela garrafeira.

Já em relação ao Okah, cuja carta é igualmente assegurada pelo Chef Moisés Franco, tivemos oportunidade de experimentar, em primeira mão, alguns dos pratos que irão estar disponíveis. A opinião sobre os mesmos é ambígua.

Comecemos pelo Kinilaw, conhecido como ceviche filipino. Um prato onde denota a frescura e o sabor do peixe branco marinado. Ligeiramente ácido é claramente um prato que apetece repetir.

Seguiu-se uma ameijoa garam masala. O problema deste prato prende-se com o facto de o molho, apesar de muito agradável, ser de sabor intenso. Tão intenso que abafa por completo o sabor das ameijoas. Dito por outras palavras, poderia lá estar um outro qualquer marisco que a apreciação final seria a mesma. Atenção. O molho é excelente. Não acredito é na combinação com a ameijoa. Pelo menos com a intensidade que nos foi apresentada.

Nos pratos principais foi-nos dado a provar uns lombinhos de borrego neozelandês, servidos com puré de batata e molho de hortelã. Aqui nada a apontar. Pelo contrário. A carne estava tenra e não apresentava aquele sabor tão típico do borrego e que afasta muitas pessoas. Um prato muito equilibrado, com um puré super macio. Claramente um prato vencedor.

Para terminar (nos pratos principais) nada melhor do que escolher um belo camarão tigre escalado com molho especial do OKAH. Muito fresco, bem temperado e a saber a marisco.

A refeição terminou com uns cones de bolacha com recheio de côco queimado doce (e café, claro). Seja qual for a vossa opção em termos de pratos… escolham esta sobremesa. Os cones são pequenos e o recheio é doce q.b. pelo que não há perigo de “ah, é muito doce, não consigo comer” ou de “são demasiadas calorias” (se calhar até não, não perguntei, mas um dia não são dias). Para os gulosos se virem que um cone é pouco… têm bom remédio. É comer outro.

Partilhar

Alexandra Costa

Jornalista desde 1996 sou portuguesa de nacionalidade, alfacinha de nascimento, alentejana de coração e uma viajante do mundo. Adoro viajar, conhecer novas culturas, experimentar gastronomias. Sou viciada em livros e nunca digo que não a uma boa conversa. Basicamente sou apreciadora dos prazeres da vida.

Alexandra Costa has 126 posts and counting. See all posts by Alexandra Costa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.