Ponte 25 de Abril vai ter miradouro: Uma experiência única, mas imprópria para cardíacos

Impróprio para cardíacos e para quem tem vertigens. É que subir 80 metros – equivalente a 27 andares – não é para todos. É avassalador, mas vale pela paisagem de sonho que se vislumbra. É sob esta altura que os visitantes do novo miradouro da ponte 25 de Abril, no pilar 7, vão poder ver um ângulo novo sobre o tabuleiro e uma vista deslumbrante sobre Lisboa e Almada. A abertura oficial ao público é no próximo dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo, mas hoje foi possível aos jornalistas viver uma experiência única.

A ideia partiu das Infraestruturas de Portugal (IP), aquando dos 50 anos da Ponte 25 de Abril, comemorados a 6 de Agosto de 2016, e que tem como parceiros a autarquia e o Turismo de Lisboa, que terá a gestão da infra-estrutura durante os próximos 15 anos.  

A Experiência Pilar 7 – Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, demorou nove meses a ser construído, – mais propriamente 340 dias – e vai estar aberto todos os dias, de Maio a Setembro, entre as 10 e as 20 horas, e de Outubro a Abril, até às 18 horas, encerrando apenas no dia de Natal.

Todos os minutos desta experiência são memoráveis. A cereja no topo do bolo é claramente o miradouro com 2,70 metros, uma caixa de vidro, chão incluído, que se projecta no ar em direcção ao Tejo, e cuja subida dura apenas 40 segundos. No elevador só podem subir 14 pessoas de cada vez e na plataforma o limite são 40 pessoas.

Há também a possibilidade de subir a pé, mas atenção, terá que ter resistência suficiente para subir um total de 386 degraus, e ainda ter fôlego para usufruir da paisagem, como ela merece.  

O ponto alto da visita é mesmo o miradouro, mas há muito mais para descobrir. Uma loja de ‘souvenirs’, uma experiência de realidade virtual para acompanhar uma equipa de manutenção da ponte, em que parece mesmo de que estamos lá, e a maqueta original do projecto que está pela primeira vez ao alcance do público. E ao entrar na sala de acesso ao elevador, pode ver imagens projectadas que lhe contam todos os pormenores da história da Ponte 25 de Abril.

Para se chegar ao topo é preciso entrar no elevador exterior, escondido numa torre de metal que atinge os 80 metros de altura, colada ao pilar 7, na Avenida da Índia, o mais famoso da ponte, por ser aqui que se encontra escrito em letras grandes ‘Ponte 25 de Abril’, inaugurada em 1966. E é aqui que começa a aventura. É possível ver onde estão protegidos os onze mil postos de aço de amarrações dos cabos de sustentação da ponte, nada mais do que o suporte principal da ponte na margem lisboeta.

O objectivo desta visita é dar a conhecer novas experiências sensoriais. No percurso até ao elevador, o ponto alto é a sala dos espelhos, que tem dez metros de pé direito, onde através de superfícies reflectoras é recriada a sensação de escalada vertical da ponte. No fundo, para quem tem medo das alturas, esta não seja uma boa experiência, pois parece que vamos cair de um precipício, há uma sensação de infinito. Porém, não se desanime quem tem vertigens, pois pode sempre passar por uma passadeira de vidro fosco.

Toda a informação deste novo ex-libris de turístico de Lisboa, que espera conseguir 150 mil visitantes por ano, é dada em português e inglês. Para as visitas de estudo, sendo os estudantes um público-alvo, haverá visitas guiadas com explicações técnicas de como foi feita a ponte e esta obra de engenharia, que implicou um investimento de 5,3 milhões de euros, metade oriundos da taxa turística e os restantes da associação de Turismo de Lisboa.

De frisar que os bilhetes custam seis euros por pessoa ou quatro no caso de ser estudante, ter mais de 65 anos ou ir com um grupo de dez ou mais pessoas. As crianças até aos cinco anos não pagam, bem como os portadores do cartão Lisboa Card. Há um acréscimo de 1,5 euros para quem quiser vivenciar a experiência da realidade virtual.

  

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Raquel Carvalho

Lutadora e apaixonada pela vida. É assim que me caracterizo. Para mim a família é o meu pilar e ser mãe foi um sonho tornado realidade. Os meus dois príncipes são a minha razão de viver e o meu orgulho. Adoro a minha profissão, pois escrever e fazer perguntas sempre esteve no meu ADN. Escolhi ser jornalista com seis anos de idade e consegui.

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