Fiquei rendida ao Espaço Açores, na Ajuda

É sempre bom conhecer sítios novos, descobrir novos sabores, novas combinações. Foi isso que aconteceu no restaurante Espaço Açores, que, como o nome indica, nos leva a uma viagem gastronómica por aquele arquipélago.

O espaço existe há mais de uma década ao pe do mercado da Ajuda, em Lisboa, eu é que o desconhecia, e tive a sorte de ir lá parar após uma reportagem. Saí de lá rendida à comida e ao serviço. Uma simpatia contagiantes dos anfitriões, entre a explicação do que é a comida, de como é confeccionada e a tradição por trás, à simples delicadeza de perguntar como estamos, se estamos a gostar. Sou adepta de um serviço de qualidade e no Espaço Açores há essa garantia a todos os níveis.

A decoração é simples, discreta, mas muito bonita, onde predominam as duas cores mais usadas nas casas típicas açoreanas, o azul e o vermelho. Já a comida é claramente exemplo de algo bem feito e que tem por base ingredientes de altíssima qualidade. Alfredo Alves e Maria do Carmo são os proprietários. Ela natural da ilha do Pico, ele filho adoptivo, pois é de Moçambique, mas foi para lá bastante cedo. Ambos já tinham experiência no ramo da restauração no Faial, mas decidiram apostar nesta área, na capital, com o objectivo de oferecer a todos um pouco das mais típicas refeições açorianas. E está aqui um dos segredos da casa, além das abençoadas mãos de Maria do Carmo para a cozinha, todos os produtos aqui confeccionados vêm directamente de cada uma das nove ilhas dos Açores. De facto, no Espaço Açores só se come comida açoriana, o mais pura possível, desde o mero guisado ou couves com marrão do Corvo até aos molhos e as alheiras de Santa Maria. Aqui o bacalhau serve-se com inhames, ou com batata-doce como é tradicional no arquipélago. Come-se polvo guisado só com pão, alcatra só com massa sovada e o caldo de peixe como o mero e a garoupa também tem que ser servido com pão, tradição da ilha Graciosa.

Este último prato foi um dos que provei e estava divinal. De comer e chorar por mais, tal como a chanfana de alcatra, que esteve a cozer durante cinco horas em vinho tinto e se desfazia na boca. Mas antes dos pratos principais, tive o privilégio de poder comer enchidos regionais, azeitonas, o tão famoso queijo da ilha de São Jorge e umas favas cozinhadas à moda do pico. As opções de sobremesas eram muitas, desde mousse de maracujá, fruto que abunda naquele arquipélago, a pudim de chá e outras tantas sobremesas açoreanas, optei pelo mousse de framboesa, também tradicional dos Açores e que não me desiludiu. Recomendo por isso uma ida ao Espaço Açores, em família ou com amigos. Não se vão arrepender.

    

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Raquel Carvalho

Lutadora e apaixonada pela vida. É assim que me caracterizo.
Para mim a família é o meu pilar e ser mãe foi um sonho tornado realidade. Os meus dois príncipes são a minha razão de viver e o meu orgulho. Adoro a minha profissão, pois escrever e fazer perguntas sempre esteve no meu ADN. Escolhi ser jornalista com seis anos de idade e consegui.

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