O meu roteiro por Lisboa

Lisboa, a capital e maior cidade de Portugal, aparece no topo da lista entre os destinos turísticos mais populares na Europa. A cidade das sete colinas sempre conquistou o coração dos visitantes de todo o mundo, com uma sumptuosa mistura de tradição e modernidade. Mas quem vai agora à cidade, não fica indiferente ao número crescente de turistas que a visitam, qualquer que seja a época do ano onde nos encontremos.

Nascida e criada em Lisboa, há muitos anos que vivo na outra margem do rio, indo apenas a Lisboa para trabalhar e visitar familiares. Estes últimos meses tenho estado mais disponível, e resolvi tirar dois dias para re-visitar a minha cidade. Percorri vários sítios de Lisboa e em todos eles, cruzei-me com as mais variadas nacionalidades. De câmaras e mapas na mão, lá iam os turistas todos contentes conhecer os mais míticos locais da cidade. E eu própria fui um pouco turista, pois passei por sítios onde não ia há anos e olhei com olhos de ver para locais, onde geralmente passo a correr. Em qualquer um deles a cidade emanava luz e alegria. Tinha vida e contava uma história. Em cada um deles, deu para perceber o encanto da cidade e porque cada ano que passa, há cada vez mais turistas a visitá-la.

E porque eu gosto de partilhar o que gosto, não quero deixar de dar a conhecer alguns dos percursos que fiz nesses dos dias. Uma das prioridades era fazer o percurso do eléctrico 28, o mais emblemático da cidade. É um meio de transporte comum para os lisboetas, mas também uma das melhores maneiras de viajar pelos bairros históricos. Daí que não seja de estranhar que na viagem estive o tempo todo rodeada de turistas, que se encantavam ao tirar fotografias, onde, aliás, o eléctrico fica sempre bem. E o som característico que faz a correr nos carris, é também já um ícone de Lisboa. E se houver turistas na rua que passem por ele, não pode faltar a fotografia para a posteridade.

As carruagens do Eléctrico 28 passeiam pelas Colinas do Bairro Alto, Baixa e até Alfama e são uma das aventuras mais entretidas da cidade. Pode sempre parar e visitar a e o Castelo de São Jorge, outro dos ex-libris da cidade. Neste castelo a paisagem da cidade é rainha. A impressionante fortaleza que o rodeia foi construída no século XI durante a ocupação moura e o grande ponto alto de uma visita é a magnífica vista da cidade e do rio. Quem passar em Lisboa e não for ao Castelo de São Jorge terá perdido com certeza um momento inesquecível e a oportunidade de conhecer o ponto mais alto da cidade.

No eléctrico 28, mas também no 12, passa ainda pelo miradouro de Santa Luzia, que tem igualmente uma vasta e lindíssima paisagem da cidade.

Baixa, o coração de Lisboa

Mas turista que venha a Lisboa passa sempre também pela baixa, pelo Rossio e pela Praça do Comércio, que, sempre cheia de vida está cada vez mais atraente com as esplanadas e restaurantes que chamam a atenção de lisboetas e turistas. E muito perto dali, tem agora forma de ver Lisboa de outro ângulo, visitando o arco da Rua Augusta, já para não falar do elevador de Santa Justa, desenhado por Ponsard, um discípulo do grande mestre das obras em ferro, Gustave Eiffel, e cujas filas de turistas são sempre intermináveis para o ir visitar. Inesperado e icónico, este elevador de ferro é a atracção mais surpreendente de Lisboa, uma espécie de mistura entre a Torre Eiffel e uma torre de controlo de tráfego aéreo. Tem uma vista invejável sobre esta parte antiga de Lisboa,  e faz a ligação entre a Baixa e o Bairro Alto. Se subir um pouco mais pode ir também deliciar-se com o Chiado e visitar as Ruínas do Carmo. A curta distância, tem ainda a possibilidade de ver melhor a bela estação do Rossio, subir a avenida e passear no parque Eduardo VII.

Mas Lisboa é igualmente a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos e o Planetário. E quem vai a Belém, tem paragem obrigatória nos pastéis de Belém, no renovado Museu dos Coches, no Museu da Marinha, no Museu da Electricidade e no mediático Centro Cultural de Belém. A tudo isto, junta-se o recém-inaugurado Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), trazendo mais um novo motivo de atracão a uma das mais bonitas e culturais zonas da cidade.

Em dois dias há muita coisa que fica por ver, até porque Lisboa tem vários encantos. Não deixo por isso de partilhar mais uns quantos locais de que gosto muito: os jardins da Fundação Gulbenkian, o Oceanário de Lisboa, o Jardim Zoológico e o meu querido Cristo Rei, que, da outra margem do Rio, cumprimenta Lisboa, de quem vem da magnífica ponte 25 de Abril.

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Raquel Carvalho

Lutadora e apaixonada pela vida. É assim que me caracterizo. Para mim a família é o meu pilar e ser mãe foi um sonho tornado realidade. Os meus dois príncipes são a minha razão de viver e o meu orgulho. Adoro a minha profissão, pois escrever e fazer perguntas sempre esteve no meu ADN. Escolhi ser jornalista com seis anos de idade e consegui.

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